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Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005
Lei de Murphy no. 359: Você perde sua sala para um inseto
Minha sala não tem janelas, e o acesso mais próximo ao mundo exterior fica a uns 50 metros da minha mesa. Ainda assim, de algum modo, quando cheguei ao trabalho hoje eis que a sala era ocupada por uma libélula gigante de uns 15 centímetros. E dentre os 120 homens que trabalham aqui (sim, eu trabalho num lugar onde há 120 homens e nenhuma mulher - pelo menos não no meu setor. As conversas variam sobre os temas a) boceta; b) futebol e c) boceta...), não havia um que se dispusesse a matá-la. Eis que surge uma mente brilhante:
- Vamos tirar o forro do teto, espantar ela lá pra dentro e depois tampar. Aí ela fica presa!
Uma boa idéia, indeed. Na prática, porém... Ao retirar a tampa do forro, uma avalanche de poeira, serragem e insetos mortos de todas as espécies veio abaixo, deixando a sala "um brilho". A libélula, claro, é imbecil o suficiente para não achar o caminho de volta, mas esperta a ponto de não entrar no forro. Cinco homens contra uma libélula. Saldo final: mudamos todos de sala e deixamos ela lá dentro, de presente para a mulher da limpeza. E ai de quem duvidar da masculinidade dos 120 homens!
-Rafael 11:53 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005
Lei de Murphy no. 358: Você trabalha para o disque-corno
No cubículo ao lado do meu aqui no escritório trabalha um mulherengo daqueles. Apesar de ter uma namorada fixa, toda semana tem liga uma mulher que eu carinhosamente chamo de "piranha da vez". Além delas ligarem de hora em hora buscando a cura para a síndrome da perereca epilética, adivinha pra qual ramal elas ligam? Sim, o meu. Até que um dia uma das "meninas" conseguiu ultrapassar sua vida útil de uma semana e passou a ser recorrente entre as chamadas telefônicas. Numa dessas ligações eu resolvi ser mais simpático e prestar algo mais que serviço telefonista:
- Alô, eu posso falar com o *fulano*?
- Oi Juliana*! Ele não tá.
- Juliana??! Quem é Juliana?
- Você não é a Juliana do... da... de... do RH?
- NÃO!
Realmente, não era a Juliana*, tampouco a minha incrível rapidez de inventar RH convenceu. Era - mas claro - a namorada oficial, já muito ressabiada do chapéu de vaca, e com a voz igual a da rameira. Isso é para eu aprender a não me engraçar na fartura alheia.
* = nome fictício
-Rafael 10:39 PM
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Terça-feira, Fevereiro 22, 2005
Enquanto isso, no BBB5...
Admita, você vê ou já viu o Big Brother. Você não conseguiu se controlar, não é? Afinal, se toda vez que há um resultado de paredão eu escuto a vizinhança toda gritar, só pode ser uma coisa: ou tá todo mundo vendo Big Brother, ou há toda terça às 11 das noite um ataque de baratas mutantes pelo bairro. Baseado nisso eu fiz a enquete aí do lado. Refastelem-se!
-Rafael 11:03 PM
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Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005
 Lei de Murphy no. 357: Você é assaltado por duendes
Outro dia combinei com um amigo de irmos surfar. Acordamos bem cedo, colocamos as pranchas no carro e lá fomos nós para a praia. Quando a energia acabou, guardamos as pranchas de volta, cobrimo-nas com nossas camisetas dentro do carro por causa do sol e fomos comer alguma coisa. Ao voltar para o carro, uma surpresa: as camisetas haviam sumido! As pranchas continuavam ali, aparentemente intactas, assim como o toca-fitas, os celulares, tudo. Não havia sinais de arrombamento. Tiramos tudo lá de dentro, reviramos ele do avesso mas nem sinal das ditas cujas. Não fazia o menor sentido aquilo. Por que alguém iria roubar apenas duas camisetas suadas? Que raio de assaltante é esse que rouba roupa suja? Desde aquele dia pus em dúvida minha descrença sobre duendes e fiquei imaginando um troll pervertido cheirando meu cecê como se fosse benzina na camiseta. Vai vendo...
-Rafael 11:51 PM
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Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005
Lei de Murphy no. 356: Seu porteiro é um elo perdido
O porteiro do meu prédio parou em algum ponto da escala evolutiva. Não é possível alguém com uma cabeça tão grande fazer tão pouco uso da massa cefálica. Minha mãe queria fugir da entrega de um pacote e interfonou, de dentro de casa, para a portaria.
- Alô, Expedito? Olha, se vier alguém entregar um pacote, você diz que não tem ninguém em casa, tá?
- Sim senhora.
- Mas se a manicure chegar, manda ela subir, tá?
- Sim senhora.
Meia hora depois toca a campainha. Eu fui atender e lá estava a manicure, puta da vida com uma caixa na mão.
- Maura, o que houve?
- O seu porteiro! Disse que não tinha ninguém em casa e que vocês tinham deixado uma caixa pra mim. Eu disse que tava todo mundo em casa sim, e que aquele pacote com o nome da tua mãe não era pra mim. Eu tive que me esconder no elevador pra poder subir!
Minha mãe interfona para o porteiro pra descobrir o que aconteceu:
- Ah dona. Veio uma moça aqui mas ela foi embora.
- Embora nada, ela tá aqui em cima. E a caixa?
- Caixa? Não senhora, ninguém entregou caixa nenhuma.
Meu porteiro, o elo perdido com o homem de Neanderthal. Eu acho que às vezes o inteligente deve ser ele por entender lógicas imcompreensíveis para outros seres humanos.
-Rafael 11:00 PM
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Terça-feira, Fevereiro 15, 2005
Da série "Derrubando bebida nos outros", parte 3
Lei de Murphy no. 355: Você vai tomar um banho de Contini.
Ainda na mesma festa da lata ejaculadora. A festa seguia normal, dentro do possível. Até a única amiga do dono da festa se abraçar com uma garrafa de Contini e de apenas antipática se tornar antipática e bêbada - e não de uma maneira legal. Se mulher bêbada já é o fim, imagine uma de porre e escrota. Ruim o suficiente? Não? Então pense numa pinguça escrota que não tem controle sobre o copo e acha que Contini voa. Que tal? Agora imagine essa mulher virando o copo todo justo em cima da minha amiga mais esquentada. Após levar o banho, a amiga-pavio-curto me puxa pelo pescoço e sussurra, com os dentes cerrados:
- Tira essa mulher daqui se ela tiver algum amor à vida.
E a garota-esponja:
- Me dzá o meu Cuontchini!
E por muito pouco a vira-copo não vira saco de pancada. Separar mulheres brigando não é legal - especialmente se a forte não estiver bêbada. Ô vocação pra programa de índio essa que eu tenho...
-Rafael 9:11 PM
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Domingo, Fevereiro 13, 2005
Da série "Derrubando bebida nos outros", parte 2
Lei de Murphy no. 354: Uma lata vai cuspir em você
Sabe aqueles sábados que não há nada pra fazer e aparece uma festa na casa de um amigo-do-amigo, que você sabe que vai ser programa de índio, mas acaba indo mesmo assim por mórbida curiosidade e tédio abissal? Pois então. A tal festa ia ser "num casarão enorme, cheio de gente e música boa!". Aham. O casarão era uma casa em fase de demolição. A multidão quem trouxe fui eu (4 amigos), e a música era rádio. Pela menos tinha bebida. Perguntei onde ficava o isopor:
- Tem umas latinhas lá que eu acabei de jogar.
Quando ouvi "jogar", achei que fosse uma expressão. Quem dera eu. Não só ele jogou, como deve ter passado por uma centrífuga também. Quando eu virei o anel da lata, um jato voou lá de dentro. Mas um jato mesmo, literalmente, curto e rápido - como se a lata tivesse dado uma gozadinha - que veio parar direto no meu olho. Ah, mas cerveja na lente de contato é *tão* legal que eu "nem" gritei. Uma amiga se escangalhava de rir por testemunhar a cena e as outras cinco pessoas da festa, curiosas, perguntavam o que havia acontecido.
- A lata cuspiu no olho dele!
Mais uma pro currículo. E olha que essa festa estava apenas começando...
-Rafael 4:30 AM
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Sábado, Fevereiro 12, 2005
Da série "Derrubando bebida nos outros", parte I
Lei de Murphy no. 353: Tem sempre um Joselito que derruba seu copo
Toda festa que eu vou - mas toda - e sempre que estou com um copo na mão (invariavelmente de vidro) vem um alma joselita e o derruba. O copo, claro, nunca é aquele vazio. É sempre o copão cheio, pra cagada ser completa: vidro pra tudo que é lado e aquela poça de bebida (isso quando eu não dou banho em alguém). Uma vez fui a uma festa numa casa toda grã-fina. Não tinha muita gente, apenas umas 20 pessoas. Estou eu no meio da sala bebendo qualquer coisa, conversando com um amigo e no meio da conversa lá vem aquela mão pesada e sem rumo: plaft! - copo ao chão. A festa pára. Todo mundo olha pra gente. E não é que o filho da mãe me solta a seguinte pérola, bem alto:
- Pô Rafael, feião hein! Ficar quebrando copo na casa dos outros!
Numa hora dessas a pessoa não tem nem reação a não ser querer entrar num buraco e sumir. Passei o resto da festa bebendo em latinha porque não quiseram mais me dar copo do vidro...
-Rafael 12:30 PM
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Segunda-feira, Fevereiro 07, 2005
..::: Skindô Skindô! Murphy no Carnaval :::...
Lei no. 352: A criatividade alheia é espantosa
Plantão de Carnaval. Se eu ouvir alguém me perguntar mais uma vez "e aí, viu a Mangueira entrar?", eu cometo um assassinato.
(...)
Pérolas da Avenida:
Repórter: Estamos aqui com a primeira porta-bandeira de cadeira de rodas! Me conta aí, você só evolui para os lados?
Finesse.
-Rafael 4:16 AM
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Sábado, Fevereiro 05, 2005
Lei de Murphy no. 351: Sua vida foi uma farsa
Desde que eu era uma criança, naquela longínqua época em que se faziam as "compras do mês" devido aos galopantes índices de inflação, minha família sempre freqüentou o Carrefour. E desde que eu me entendo por gente, o símbolo do hipermercado sempre foram duas setas, uma azul e uma vermelha, antagonais. A vermelha era mais simples: apenas um triângulo reto. A azul um pouco mais cheia de firoulas, com umas curvinhas. Outro dia, navegando pelas comunidades inúteis do orkut, encontro a seguinte: "fui enganado pelo símbolo do carrefour". Intrigado, entrei para ver porquê. Foi naquele momento que meu mundo ruiu. Eu descobri, de supetão, que o símbolo não eram duas setas, e sim um "C" dentro de um quadrado. Olhem vocês para esse símbolo ao lado. Não tem um "C" no meio? Eu fui enganado minha vida inteira, e sem saber! A verdade sempre esteve ali, na minha cara! O Carrefour roubou minha infância!
(e se você ainda não enxergou o "C", clique na imagem...)
-Rafael 1:23 AM
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Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005
Lei de Murphy no. 350: A pista do lado sempre anda mais que a sua
Um clássico, me admire que eu não tenha resmungado sobre isso antes. Mas é verdade, e acredito que aconteça com a maioria de vocês também. Toda vez que eu estou de carro, a minha pista é sempre é a que está parada, enquanto a do lado parece ter trânsito livre. E quando eu mudo de pista, pára . No ônibus, não é diferente. Toda vez que estou atrasado, ele vem parando em todo lugar. Hoje mesmo eu vinha para o trabalho e o motorista parecia uma carmelita caridosa. "Pára aqui?" "Paro". "Pára ali?" "Paro". "Pára na porta do hospital que minha filha tá com verminosa?", "é proibido, mas eu paro". Uma viagem de 30 minutos demorou 45. E quando foi no meu ponto, eu resolvi me aproveitar. "Motorista, posso descer?", e, claro, a resposta: "Só no ponto".
(...)
Por que não cai logo um meteoro na minha cabeça?
-Rafael 11:26 PM
Exculaxa, vai:
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(porque se alguma coisa pode dar errado, ela vai!)
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