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Quinta-feira, Outubro 13, 2005

..:: por Rafael, às 5:05 AM
Esculaxa, vai:
Murphy na tela grande, parte V
Lei de Murphy no. 409: Não saia xingando as pessoas por aí...
Entrei no cinema com um amigo, e a sala estava quase lotada, mas bem no meio haviam duas fileiras semi-vazias. Fui sentar-me por ali. Quando estou bem próximo, uma menina com camisa do festival me impede dizendo:
- Desculpa mas essas fileiras estão reservadas para os convidados.
- Mas eu paguei pelo meu ingresso.
- Eu sei, sinto muito.
- Sinto muito é o cacete. Os convidados tão vindo de graça, eles que sentem onde sobrar lugar. Eu paguei.
Com essa elegância toda mesmo. Depois de mais uns cinco minutos de bate-boca, acabamos por sentar num lugar igualmente bom. Daquele momento até o filme começar eu xinguei a mulher de tudo quanto foi sinônimo de prostituta que eu já ouvi na vida. E pra relaxar comecei a inventar/narrar toda uma história bem venenosa e podre sobre como aquela mulher era uma infeliz (que a mãe dela tinha amamentado ela com leite podre, e daí pra baixo). Enfim, abstraí.
Antes da projeção, uma mulher anuncia a presença do corpo diplomático da França - justamente nas poltronas que eu queria sentar. Minha vergonha já começou aí, por querer ter roubado o lugar do cônsul. Feitos os discursos, a menina que me barrou senta a duas poltronas de mim. Entre eu e ela, havia apenas um cara - o marido dela, que escutou quietinho todos os "elogios" que eu fizera à sua esposa... E o cretino nem se manifestou! Ainda bem que o cinema é escuro e ninguém viu quão vermelho que eu fiquei...
Enquanto isso, na Sala de Justiça...
E já que estamos no assunto, quantos sinônimos de prostituta será que existem? Deixem nos comentários!
..:: por Rafael, às 4:51 AM
Esculaxa, vai:
Domingo, Outubro 09, 2005
Murphy no cinema, parte IV
Lei de Murphy no. 408: Você vai passar uma Saia Justa no cinema
Por mais que eu tentasse, chegar atrasado no cinema e perder os primeiros 5 minutos foi uma constante - porque, pra variar, Murphy fez com que nenhum filme tivesse trailer, e, só pra sacanear, esses 5 minutos eram sempre os mais reveladores do filme . Mas enfim. Atrasado numa sessão qualquer, entro e começo a procurar um lugar pra sentar na sala lotada. Eis que acho um ao lado de uma mulher. Vou passando pela fileira, pedindo aquele clássico "dá licença?" e atrapalhando todo mundo. Quando estou quase perto do meu lugar, tropeço na mulher e piso em cheio no pé dela, que grita:
- Aiiii! Meu pé!!!
Pedi desculpas e fiquei quieto. Assim que o filme acabou, olhei para o lado e qual não foi minha surpresa quando vi ninguém menos que a Betty Lago sentada ao meu lado? Fiquei tomado de uma súbita vergonha ao concluir que eu não tinha passado por cima de qualquer pé. Eu tinha tropeçado e pisado na Betty Lago! Agora isso sim que foi uma verdadeira saia justa!
(a piada final é sofrível, mas tinha como deixar passar?)
..:: por Rafael, às 8:39 PM
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Sexta-feira, Outubro 07, 2005
Murphy no cinema, parte III
Lei de Murphy no. 407: Seus amigos nunca mais vão ao cinema com você
Depois de quase duas semanas completamente sumido do mundo real, comecei a ouvir reclamações dos meus amigos, que diziam que eu tinha trocado eles pelo cinema (o que é, em parte, verdade). Tive uma idéia brilhante para solucionar este problema (que, para variar, deu errado). Eu não queria deixar de ver as pérolas do festival, e ao mesmo tempo queria dedicar-me um pouco aos amigos. E se o cinema não vai até eles, a solução prática era levar os amigos ao cinema. Escolhi um filme com temática sexual porque sabia que isso ia atrair eles independente do enredo. Fomos.
A sinopse do filme era bem simples: "enfermeira se recupera de acidente e descobre que pode curar os pacientes através do sexo". 83 minutos. Parecia algo bem leve. É, mas só parecia. O filme na verdade era sobre uma mulher louca (pra variar) que rolava de uma escada num hospital-catacumba, tinha amnésia, virava enfermeira e começava a dar pra todos os pacientes terminais. O pequeno detalhe, que não estava escrito em sinopse alguma, é que o filme era uma ÓPERA! Isso mesmo, uma ópera, com direito a tenores, sopranos e tudo. E ainda por cima era cantado em húngaro! Nunca vi tanta gente sair do cinema no meio do filme. Tinha um cara até roncando! Acabada a projeção, todos meus amigos me olham de cara feia. Um deles diz:
- Puta que o pariu, Rafael. Nunca mais me chama pra ir ao cinema com você!
Eu mereço.
..:: por Rafael, às 2:35 PM
Esculaxa, vai:
Quarta-feira, Outubro 05, 2005
Murphy no cinema, parte II
Lei de Murphy no. 406: Sua mãe não entende seu gosto cinematográfico
Eu sempre tive uma queda por tudo que fosse bizarro. E na época de festival eu sempre procuro ver os filmes mais doidos possíveis. Minha mãe, curiosa como sempre, veio querer saber que tantos filmes eram esses que eu via:
- Filho, que filme você viu hoje?
- Um português chamado "Odete Alucinada", sobre uma patinadora de supermercado que tem uma gravidez psicológica e vai morar no cemitério.
- Cruzes. "Só" isso?
- Não, eu também vi um musical espanhol sobre uma travesti narcoléptica que mora com um anão cambista.
A cara de confusão e medo que ela fez foi quase tão trash quanto os filmes em si. Por que será que ela não perguntou mais de filme nenhum depois disso?
..:: por Rafael, às 7:19 PM
Esculaxa, vai:
Sábado, Outubro 01, 2005
Murphy no cinema, parte I
Lei de Murphy no. 405: Você não consegue ver o final do filme
Quarta feira de noite. Uma chuva de alagar. Todos meus amigos ocupados ou preguicentos. Resolvi ir sozinho mesmo ao cinema ver "Um Dia Sem Mexicanos", filme que mostra o que aconteceria se todos os mexicanos simplesmente evaporassem da Califórnia. Não é nenhuma obra prima da 7a. arte, mas deu pra distrair. E lá pelo meio do filme, quando todos os mexicanos já tinham sumido e eu estava morrendo de curiosidade pra saber pra onde eles tinham ido e/ou se eles voltavam, a projeção simplesmente pára e acendem umas luzes brancas. Após uns 10 segundos de silêncio, algum engraçadinho no cinema grita:
- Ih, o projetista também era mexicano!
Risadas. Me senti num seriado americano. Depois de passada a graça, o filme não voltou. Passaram-se uns quinze minutos até que entrou um daqueles lanterninhas:
- Senhores telespectadores (?!)(sic), infelizmente acabou a luz do cinema. A saída é para a esquerda.
Eu tive que ir embora e fiquei sem saber que fim levaram todos os mexicanos. Pensei: "isso não pode estar acontecendo. Será que nem uma porra de filme inteiro eu consigo ver sem alguma coisa dar errado?". É foda.
..:: por Rafael, às 9:39 PM
Esculaxa, vai:
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(porque se alguma coisa pode dar errado, ela vai!)
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