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Domingo, Dezembro 31, 2006
Leis de Murphy apresenta
Cultura Inútil 2 - Fim de Ano!
Informações que você nunca soube nem nunca vai precisar saber
Que Papai Noel foi inspirado em São Nicolau já é sabido. Mas vocês sabiam que era São Nicolau Taumaturgo? (aparentemente existe mais de um S. Nicolau...). E que ele é o padroeiro da Rússia e dos guardas noturnos da Armênia? E que seu dia não é 25, mas 6 de dezembro? E que ele jogava pães e moedas pelas chaminés dos mais desafortunados, daí a lenda de presente pela chaminé?
Quem inventou o presépio foi São Francisco de Assis, em 1223, quando ele tava tão entediado que resolveu montar um set da cena do nascimento de Yeshua.
A palavra reveillon vem do francês réveiller (despertar).
Janeiro tem esse nome em homenagem a Janus, deus dos portões e das entradas na mitologia romana (eles tinham um deus pra tudo, não?). E é também uma lua de Saturno. E Dezembro vem de decem, em Latim 'dez', já que naqueles tempos o ano só tinha 10 meses e o inverno não tinha contagem de mês (as pessoas ficavam num limbo temporal até Março). O ano novo era dia 25 de Março.
Outras culturas, outros anos:
1427 no calendário Islâmico (conta a partir da migração de Maomé de Mecca para Medina. Ano vira em 20 de Janeiro)
4704 ou Ano do Porco de Fogo na China (a partir de 18 de Fevereiro. É contado em ciclos de 60 anos a partir do reinado de Huang-Di em 2637 AC)
5767 para os Judeus (até 13 de Setembro. Conta a partir da "criação do mundo" em 3761 AC)
5108 para os Hindus (até 23 de Janeiro, mas como existem mais de 30 calendários diferentes na Índia, sinta-se livre pra escolher o seu)
2619 para os Curdos (a partir de 21 de Março, contando desde a conquista de Nineveh e da Assíria pelos Medes em 612 AC)
1385 no Irã e Afeganistão (calendário Persa)
2000 na Etiópia e Eritréia (a partir de 11 de Setembro, contando desde a encarnação de Cristo no calendário Juliano)
Então feliz novo milênio Etíope para todos!!!
..:: por Rafael, às 1:52 PM .::.
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Sexta-feira, Dezembro 29, 2006
Pois é.
Mais um ano vai, outro ano vem.
Sensação de fim de ano? Nenhuma.
Expectativas pra 2007? Muitas.
5o ano deste blog - jamais achei que viria tão longe ou que tivesse uma vida tão bizarra assim.
Então ficamos combinados: ano que vem mais aventuras mundo afora.
Pra todos, Feliz 2007!
Nos vemos ano que vem!
:)
..:: por Rafael, às 9:05 PM .::.
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Terça-feira, Dezembro 26, 2006
Lei de Murphy no. 522: Sua professora é, hm..."amante" do Papai Noel
Há alguns anos atrás eu passava outro Natal no hemisfério norte, numa outra aventura internacional que daria por si só um livro inteiro de Murphy. Mas enfim, voltando ao assunto. Lá nos Estados Unidos Natal é outro esquema, e o povo adora se jogar pesado numa decoração. Inclusive nas escolas, onde uma professorinha primária que eu conhecia resolveu fazer seus alunos-mirim confeccionarem seus próprios broches natalinos (essas coisas de escola que a gente faz quando tem cinco anos com umas colagi de macarrão). O broche era simples: um Papai Noel e embaixo escrito "Santa Claus Ho Ho Ho". Infelizmente na hora de fazer o seu, que serviria como exemplo, a professorinha calculou mal a distância das letras, e acabou ficando sem espaço para escrever tudo, deixando apenas "Santa Claus Ho". E ficou o dia andando inocentemente assim, até alguém fazer o favor de lembrar-lhe que "Ho" era gíria para "prostituta".
Depois dizem que americano é tudo maluco. Sim, se eu tivesse uma professora de C.A. que andasse por aí com um broche dizendo "Piranha Noel", eu também não ia crescer o melhor dos cidadãos.
E o Natal de vocês? Como foi? Já fiquei sabendo que Murphy andou passeando por alguns aeroportos brasileiros....
..:: por Rafael, às 7:08 PM .::.
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Sábado, Dezembro 23, 2006
Lei de Murphy no. 521: Criatividade é a alma do negócio
Festa de fim de ano da empresa:
Bebida liberada
Um ramo de misletoe
Uma máquina fotográfica
Várias pessoas sem reputação (e talvez sem emprego) em 2007. Eu inclusive.
Usem a imaginação.
Para todos os outros FELIZ NATAL!
..:: por Rafael, às 10:53 AM .::.
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Quinta-feira, Dezembro 21, 2006
Murphy na TV (de novo), parte 4
Lei de Murphy no. 520: Seus esforços não adiantam de nada
Acabada a gravação, meus amigos vem me perguntar se eu estou bem, devido à salsicha entalada no meu esôfago. Sim, sim, tudo bem. Vamos embora. Mas... onde está o amigo que o francês surdo trouxe com ele? Não tinha me dado conta, mas assim que entramos no estúdio o cara sumira. Achamos que ele tinha se recusado a participar daquele circo e ido embora. Estamos quase na porta quando aparece o dito cujo:
- Onde você estava?
- Na sala de controle, com o diretor.
- Fazendo o quê?
- Eu pedi para acompanhar os bastidores do programa, e fiquei lá o tempo todo.
- Ah...
- E eles me ofereceram uma vaga de assistente! Dá pra acreditar?
Pára tudo. Deixa ver se eu entendi bem. Eu viro personagem de reality show, dançarino encalhado disco, quase mato uma garota com um salsichão e quem ganha o emprego no final é um intrometido que não fui nem eu quem chamou? Ah, tá de sacanagem com a minha cara, né?
Murphy filho da puta.
..:: por Rafael, às 9:55 AM .::.
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Terça-feira, Dezembro 19, 2006
Murphy na TV (de novo), parte 3
Lei de Murphy no. 519: Tudo que vai tem que voltar...
O tal 'jogo da salsicha' era assim: eu e uma menina qualquer da platéia, mais dois outros casais, tínhamos que comer uma salsicha e "nos encontrar" no meio, à la Dama e o Vagabundo (só que nesse caso era mais para Murphy e uma fulana qualquer. Romântico, não?). O casal que comer primeiro ganha. Eu topei, pensando inocentemente que ia ser uma salsicha tipo Viena ou no máximo tipo Hot Dog. Pares feitos, vem a produtora com um baita dum salsichão desses que a gente come com farofa na festa junina. Pensei: "putaqueopariu". Mas quem me conhece pessoalmente sabe que eu não ia deixar qualquer um dos outros casais vencer. Eu tinha que ganhar essa gincana (parando pra pensar agora, o que me motivou tanto eu não sei).
- Prontos? Já!
Quando eu ouvi "já", eu entochei metade da salsicha na boca da pobre menina e a outra metade engoli sem nem mastigar. Levantei o braço e o apresentador (o tal vestido de fada) falou "we have a winner!". Daí pra frente foi ladeira abaixo. Quando ele chegou com o microfone, disse "não vale, tem que comer tudo!". Só fui entender quando olhei pra trás e vi a menina agachada no chão, tossindo e golfando tudo pra fora. É, talvez entochar tudo na boca dela não tenha sido a melhor idéia. Mas como o tempo de gravação era escasso, a produtora fez sinal para ignorar a garota e continuar. Então ele veio tentar me entrevistar, com aquele humor raso de apresentador de primeira viagem:
- E aí, como você se sente com a boca cheia de salsicha?
Eu fui tentar engolir para tentar falar alguma coisa, mas dessa vez quem entalou fui eu. Comecei a tossir no microfone enquanto pedaços gigantes de salsicha desciam pela minha guela numa dor estupenda. O apresentador cortou prum clip e ficamos eu e a menina tossindo enquanto todo mundo dançava simulando uma festa. O prêmio? Nem um copo d'água! Fiquei entalado o resto do dia!
(continua...)
..:: por Rafael, às 10:53 AM .::.
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Segunda-feira, Dezembro 18, 2006
Murphy na TV (de novo), parte 2
Lei de Murphy no. 518: Seu amigo fica incontrolável e incomunicável
Começa a gravação. Todo mundo tem que simular estar se divertindo pencas ao som de "Don't feel like dancing" do Scissor Sisters. Todo mundo, exceto meu amigo francês, que parecia realmente estar se divertindo pencas. Como eu disse, ele tem um leve problema de hiperatividade, e é surdo, ou seja, além de não parar quieto ele ainda grita. Combine a isso um drink energético e você encontra um parisiense completamente alucinado na pista. Enquanto a galera dançava mais-ou-menos-mente, ele gritava, batia palmas e não parava de se sacudir. Na minha terra chamamos isso de "encorporar a entidade", mas enfim. Todo mundo já estava olhando com aquela cara de "quem trouxe ele?" quando ele resolve me incluir no seu embalo:
- Come on Rafael! Dance! Woo-hoo!
Pois é. Eu trouxe. E quando um parisiense começa a dançar loucamente, ele começa a suar. E confiem no que eu vou dizer, vocês definitivamente não querem estar do lado de um francês quando ele sua. Resolvi dar um toque nele.
- Cara, manera um pouco.
- QUÊ?
- Você vai se cansar muito rápido!
- NÃO ESCUTO NADA, MEU APARELHO PIFOU!
Ótimo timing. A produtora parecia a única feliz com tanta empolgação. Tão feliz, inclusive, que me chamou num canto:
- Quero que você participe de uma gincana!
- Que gincana?
- O jogo da salsicha! É super tranqüilo!
Eu preciso parar de acreditar nessa produtora.
(continua...)
..:: por Rafael, às 10:34 AM .::.
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Domingo, Dezembro 17, 2006
Eu estava começando uma série sobre Murphy na infância, mas acho que vou ter que adiar para contar outra série que aconteceu recentemente...
Murphy na TV (de novo), parte 1
Lei de Murphy no. 517: Você participa de outro reality show
Eu sabia que isso ia render frutos. Só esperava que fossem mais pro lado profissional, menos pro lado de pagação de mico. Uma semana depois de participar inadvertidamente de um reality show na MTV daqui, a mesma produtora me liga convidando pra aparecer na gravação de um piloto. "É um programa de dança", ela disse. E eu, inocentemente, acreditei. Chamei dois amigos (uma dançarina polaca e um francês hiperativo e surdo) e fui. Ao chegar lá senti algo suspeito no ar. Vários outros figurantes vestidos de rapper, clubber e até mesmo um vestido de fada (?!). Pensei cá com meus botões "nesse mato tem coelho...". E tinha. Só que não era exatamente um coelho, mas um... John Travolta. Como assim? Bom, ao entrarmos no estúdio, nos deparamos com uma discoteca anos 70, com direito a chão de luzes e tudo. O nome do programa? "Desperate Disco Dating", algo como "Desencalhando Desesperados na Discoteca". Sim, era um programa de namoro na tv. E quem a produtora achou que tinha um ótimo perfil para compor um dos desesperados a serem desencalhados? Exatamente. E numa discoteca. Se esse circo todo não era suficiente, ainda distribuiram energéticos para os figurantes. Inclusive para o meu amigo francês surdo, que toma remédio para controlar sua hiperatividade. Ao me dar conta da situação (eu, num programa de namoro na tv 'disco', com um parisiense descontrolado), só pensei numa coisa: Ai meu Pai.
..:: por Rafael, às 4:27 PM .::.
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Sexta-feira, Dezembro 15, 2006
Lei de Murphy no. 516: Sua orientadora te oferece um emprego (mas não exatamente o que você esperava)
Fim de ano, último dia de aula. Enquanto todos meus colegas voltam para suas casas, seja lá em que país ela for, eu fico por aqui mesmo. O clima era de despedida (apesar das aulas começarem de novo 15 de janeiro). E no fim de tudo minha orientadora me puxa num canto da sala pra falar comigo:
- Rafael, você vai pro Brasil no Natal?
- Não... Vou ficar por aqui mesmo. Por quê?
- Ótimo! Porque eu queria te oferecer um emprego!
- Oba!
Nessa hora minha cabeça já estava a mil por hora. O que será? Estágio? Assistente de produção na BBC? Produtor de algum filme independente?
- O que é?
- Eu vou dar uma festa de Natal na minha casa e como eu sei que você trabalha com bebida, queria saber se você quer ser o bartender.
Acho que devo ter feito alguma cara de tacho espontânea na hora, porque ela emendou:
- Eu te pago o que eles te pagam normalmente no seu trabalho!
É o mínimo, né? Aliás, é o mínimo mesmo - salário mínimo!
Vou te contar... E eu já tive uma carreira um dia...
..:: por Rafael, às 8:48 PM .::.
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Terça-feira, Dezembro 12, 2006
Murphy na infância, 1
Lei de Murphy no. 515: Seu filho morde os outros
Ah, crianças. Nada mais adorável do que esses seres pequenos, berrantes e melequentos. Acho que desde que eu mesmo era uma já não era muito chegado em criança. Conta a minha mãe que quando eu ainda estava no maternal ela sempre chegava para me buscar e havia uma criança aos berros com uma baita marca de mordida no braço. Curiosa, minha mãe perguntou pra "tia" o motivo:
- É que tem um menino que todo dia morde alguém. Ele é uma peste!
E aparentemente um aborígene canibal também. Não, não era eu. Mas minha mãe, ao contrário das outras mães, nem se deu ao trabalho de preocupar. Afinal, assim como meu gato atualmente, eu não era exatamente o exemplo de sociabilidade quando pequeno, e ela sabia bem disso. Até que um dia mamãe chega para me buscar e me encontra com uma marca de mordida no braço. Só que quem estava aos berros dessa vez era o infante antropofágico, com uma marca muito maior no braço dele. Já tirando suas próprias conclusões, mamãe resolve tirar a dúvida:
- O que aconteceu? Apareceu outro mordão?
- Não... É que o menino resolveu morder o Rafael hoje.
- E...?
- E ao contrário das outras crianças, o Rafael mordeu ele de volta, só que muito mais forte.
O pequeno carnívoro nunca mais mordeu ninguém. E eu continuo não gostando de criança. Ironicamente, elas me adoram. Infelizmente eu não posso mais mordê-las quando elas me irritam. Ah, bons tempos aqueles...
..:: por Rafael, às 8:42 PM .::.
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Domingo, Dezembro 10, 2006
Lei de Murphy no. 514: Seus chefes se odeiam (e você também não ajuda)
Depois que minha chefe foi demitida, agora eu tenho vários chefes para cometer múltiplas gafes. E como eu sou uma pessoa relativamente sociável, acabei ficando enturmado com todos, apesar deles não se bicarem muito entre eles - um mero detalhe que eu desconhecia. Um belo dia estou eu trabalhando com um desses meus novos chefes, um Sul-Africano meio neurótico, que me dá um convite para uma festa de natal na sua casa. O dia passou e no fim do expediente sobrou eu e a outra chefa (uma inglesa com voz de trombone) no escritório. Tentando puxar um papo descontraído, eu pergunto:
- E então, animada pra festa?
- Qual festa?
- A festa do fulano.
- Onde vai ser?
- Na casa dele. Você não leu o convite? (puxo o convite do bolso e entrego para ela ler)
- Não. Eu não fui convidada.
- Ah... Hm... Er.... Ah, aposto que ele vai te entregar o convite amanhã.
Deatlhe: a festa era hoje. Espero que ela não tenha atentado para este detalhe no convite. Para melhorar a situação, ainda soltei aquele desesperado "não fala pra ele que eu te contei, tá?", que, é claro, significa "eu sei que você vai contar, mas tenta não queimar meu filme porque eu não tenho nada a ver com isso".
Ah, nada como um ambiente de trabalho saudável...
..:: por Rafael, às 11:13 PM .::.
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Terça-feira, Dezembro 05, 2006
Lei de Murphy no. 513: Você tem um poltergeist fashion
Como eu disse na Lei de Murphy no. 500 (boa sorte para quem conseguir achar... Esse é um dos posts perdidos no cyberespaço), eu divido quarto não apenas com um italiano "boêmio", mas também com um pica-pau notívago fantasma. Que aparentemente tem ótimo gosto para moda (o fantasma, não o italiano). Outro dia estava arrumando meu armário quando...
- Marco, o que a sua camisa tá fazendo no meu armário?
- Essa camisa não é minha.
- Como não? Minha ela não é. Tem certeza?
- Tenho.
- Ué, mas se não é sua, não é minha, de quem é então?
- Deve ter misturado na lavanderia.
- Mas essa camisa tá pendurada e dobrada nas mangas...
Mas ele seguia insistindo que nunca tinha visto a tal camisa antes. Muito menos dobrado as mangas dela. Pra melhorar, a camisa é preta. Pelo menos o fantasma tem estilo. Agora porque ela foi parar no meu armário, só Murphy explica. Só espero que a próxima coisa que eu ache não seja uma cabeça humana, ou uma fita de vídeo da Samara, uma foice ou algo do tipo...
..:: por Rafael, às 11:30 PM .::.
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Domingo, Dezembro 03, 2006
Lei de Murphy no. 512: Você vai virar uma sub-celebridade internacional
Ao contrário de muita gente, eu nunca tive vontade de participar de nenhum tipo de reality show. Aliás, depois da minhas últimas aparições televisivas - inclusive como figurante punk de um comercial de "Calcinha Desenfiator Tabajara" 3 anos atrás... sim, meu passado me condena - estar em frente às câmeras era a menor das minhas preocupações. Mas justamente por não querer fazer nada disso é que Murphy me jogou numa dessas.
Tudo começou quando eu inocentemente preenchi um formulário online para a MTV Britânica sobre opinião. Dias depois recebi uma ligação de uma fulana de lá dizendo que eu tinha ganhado o concurso (o que achei estranho porque era uma enquete, mas enfim) e pedindo para eu passar o dia na MTV. Quem não iria? Lá fui eu, todo remelento e com uma juba de 3 meses na cabeça, crente que ia só dar um inocente passeio. Ledo engano, Leda Nagle. Quando chego, eis que há outros 7 "ganhadores" (convenientemente cada um de um tipo étnico diferente - eu era o latino) e toda uma equipe de filmagem prontinha para a gente. O que a fulana do telefone não me avisou é que eu tinha era sido selecionado (?!!) para participar de um reality show do tipo "Na Real: Estagiários", um especial único para a programação do Dia Mundial da Luta Contra a Aids na emissora musical inglesa. E desde sexta-feira inúmeras reprises do tal programa contendo minha sonolenta cara estão sendo veiculados no canal.
Virar sub-celebridade de reality show internacional. O que mais falta?
..:: por Rafael, às 2:12 PM .::.
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Sexta-feira, Dezembro 01, 2006
busy life, busy life...
Lei de Murphy no. 511: Você vive num alojamento politicamente conflituoso
Passados uns dias da eleição de Marco como presidente do grêmio, algum engraçadinho (que eu juro que não fui eu) resolve fazer um adendo ao pôster de George W. Bush que decora nossa porta, adicionando a palavra "drunk" e deixando o pôster com a legenda "The drunk President's Room" (Quarto do Presidente Bebum). Tanta boemidade dá nisso. Fiquei pensando se talvez não seria melhor dar a ele um pôster do Lula...
(...)
Não obstante, alguns outros dias mais tarde fazem outra contribuição à imagem do presidente americano: um bigodinho de Hitler.
A coisa tá ficando boa.
Fiquei pensando: será que foi o aluno Iraniano que eu vi outro dia na cafeteria falando sobre usinas de energia atômica?
(...)
Pra melhorar, encontro minha vizinha de porta (uma americana) e resolvo puxar um papo:
- ... e eu quero ver essa presidência no que vai dar... Ainda mais com essa idolatria ao Bush.
- Qual o problema?
- Ah, vamos combinar, né? Se esse é o modelo, bela merda de mandato que vamos ter.
- Olha, eu sou do Texas e votei no Bush. Não só isso mas eu sou a vice-presidente.
Pedi licença e fechei a porta. Ótima maneira de fazer amigos.
..:: por Rafael, às 11:34 AM .::.
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(porque se alguma coisa pode dar errado, ela vai!)
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