DEPOIS DE UMA BREVE VOLTA PRA CASA, OUTRA VEZ EM LONDRES!

Quarta-feira, Setembro 26, 2007


Lei de Murphy no. 621: Quem convive se parece

Recentemente andei sentindo uma certa calma na minha vida, e outro dia descobri por quê. Domingo de manhã encontro uma das meninas que mora comigo na cozinha com uma cara que parecia ter sido virada pelo avesso. Perguntei se a noite tinha sido boa e o relato que ouvi foi deveras familiar:

- … bom, e depois de 40 minutos esperando o ônibus, resolvi vir embora a pé mesmo.
- Sozinha?
- Não, tinha um neo-zelandês no ponto também e ele se ofereceu pra ir comigo e a gente acabou indo tomar uma cerveja. Quando a gente voltou a andar ele perguntou se eu podia esperar por ele enquanto ele ia num beco comprar drogas.
- Como?
- Eu disse que tudo bem, apesar de não usar ele era simpático, fiquei esperando. Aí me deu vontade de fazer xixi.
- E porque você não foi num banheiro?
- Porque enquanto eu esperava parou um carro com dois caras que acharam que eu era puta fazendo ponto. Eu já tava apertada mesmo, aí que eu fiquei puta de verdade e entrei em qualquer ônibus que passou.
- E o cara?
- Ah, sei lá do cara. Estou eu no ônibus, aflita pra chegar em casa e fazer xixi e não é que o chinês que tá sentado do meu lado começa a dormir? Em cima de mim?!? E pra piorar, justo na minha barriga, pra me deixar ainda mais apertada?
- Porque você não tirou o chinês de cima de você?
- Ah, sei lá. Já tava tudo tão bizarro mesmo, eu só queria era chegar em casa e ir ao banheiro.

Pois é. Dizem que pessoas que convivem sob o mesmo teto acabam tendo hábitos parecidos. E ela, coitada, pegou um hábito nada afortunado: Murphy.

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Sábado, Setembro 22, 2007


Lei de Murphy no. 620: Sua paciência é infinita

As primeiras "hóspedes" a chegarem lá em casa foram as 6 meninas, das quais apenas 3 efetivamente se acomodaram no meu cafofo. Acabaram ficando enturmadas com uma das minhas roommates e no sábado resolvi ser gente boa e levá-las todas para passear. Afinal, elas são maneiras e que mal pode haver?

Alguém já levou 7 mulheres para fazer compras ao mesmo tempo? Eu, na minha humilde inocência, levei. 7 mulheres. Compras. Suicídio. Pra dar uma idéia, após uma hora tínhamos andado apenas um quarteirão. 7 mulheres. Loja de sapatos. Loja de bolsas. Camelô de vestidinhos de bata. "Ai, olha essa luva de lã, que linda". Sim, devem ser ótimas para o clima do Rio de Janeiro.

Acho que só por esse dia já posso virar um monge budista por mérito.

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Quinta-feira, Setembro 20, 2007


Lei de Murphy no. 619: Sua casa vira albergue

Ter amigo que mora fora realmente é ótimo. Nas últimas duas semanas nada menos que 11 pessoas pediram algum tipo de abrigo:

MSN:
- Rafa, eu vou passar uns dias em Londres. Alguma chance de ficar na tua casa?
- Claro, sem problemas!
- Só tem um porém...
- O quê?
- Sou eu e uma amiga.
- Sem problemas. Tem duas camas no meu quarto. A gente improvisa.
- Bom, então tem outro porém.
- Sim...
- Na verdade são duas amigas.
Livro de hóspedes: 3

Email:

“Fala rapaz. Estou indo fazer uma entrevista de emprego em Hong Kong e tenho que fazer uma escala em Londres. Posso me hospedar aí?”
Livro de hóspedes: 4

Telefonema às duas da manhã:

- Fala cara! Beleza? Sou eu, fulano!
- Alô...?
- Comprei ingresso pro show do Paul McCartney em Londres! Daqui a um mês.
- Hein?
- Mandei entregar na sua casa!
- Tá bom...
- Depois tu me indica um lugar baratinho pra ficar.
- Ué, você não vai ficar aqui em casa?
- Não, não quero te incomodar! Putz, agora que eu me toquei que tem fuso horário! Te acordei?
Livro de hóspedes: 5

Gtalk:

- Rafa, estamos com uma emergência!
- O que aconteceu?
- Então! Eu, a Mô, a Lê, a Alê, a Lu e a Duda estamos indo pra Londres semana que vem, mas o lugar que a gente ia ficar babou.
- Seis? Pô, seis é sacanagem. Lá em casa cabe três fazendo muito esforço!
- A gente aceita!
Livro de hóspedes: 8


E aí, alguém mais quer vir pra Londres?

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Terça-feira, Setembro 18, 2007


Lei de Murphy no. 618:Nem Allah conserta seu celular

Camelô 3
Minha última alternativa para tentar consertar meu celular era a tenda do árabe. Lá haviam dois sujeitos: uma mais velho, com bigodão, e outro mais novo. O mais velho falava tudo em árabe e o mais novo traduzia.
- Vocês consertam celular?
- Consertamos tudo. Celular, ipod, controle remoto... Se você for decapitado e vier aqui com a cabeça pendurada, o Mohamed aqui conserta também, não é, Mohamed?
- Ya!

Medo. Muito medo.

- Pensando bem, eu acho que eu volto depois...
- Não, meu amigo. Você não quer seu celular consertado? Então! Deixa ele aqui e volta amanhã!
- Tá, toma, pode ficar!

Alguém ia negar? Mas entre minha cabeça e um celular novo, o sovina em mim falou mais alto e eu voltei no dia seguinte.

- Olha, o Mohamed ainda não conseguiu consertar não.

Inconformado, Mohamed então fez assim como o comunista e o hindu: abriu o celular e cheirou-o. Mas Mohamed foi além. Mohamed lambeu a minha bateria. Após esta cena, cheguei à conclusão que havia um limite para a pão-durice e ter meu celular lambido por um muçulmano era o meu. Mohamed ainda tentou me vender um aparelho de marca “Nakia” por apenas 20 libras, mas eu resolvi comprar um novo – Nokia mesmo. Perdi tudo que tinha no outro aparelho, mas às vezes é bom recomeçar. E de preferência com um celular que não tenha passado pelas papilas gustativas do Mohamed.

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Quinta-feira, Setembro 13, 2007


Lei de Murphy no. 617: Um camelô hindu não consegue consertar seu celular

Camelô 2
Mais acima da rua havia uma outra loja, um pouco maior, com um balcãozinho no fundo escrito "desbloqueamos e consertamos qualquer celular". Pensei: "pronto. Qualquer celular é o meu celular". Ledo engano, Leda Nagle. Ao me aproximar, deparo-me com um indiano e lhe entrego o aparelho.

- Já experimentou deixar na tomada?
- (Não, topeira) Já... não acontece nada.
- Ok... Já trocou de bateria?
- Não. Eu só tenho uma bateria. (alooou?)
- Ok.. Peraí então.

Achei que ele ia tirar uma bateria compatível com o aparelho, mas o que ele tirou foi a minha bateria e, assim como o comunista da "loja" anterior, cheirou-a. Eu comecei a achar que devo sofrer de anósmia ou algo parecido, porque aparentemente só eu não tive essa óbvia idéia de cheirar minha bateria pra ver se ela funciona.

- É, tá quebrada.

Gênio.

- Tem conserto?
- Não.
- Tá bom, me dá isso aqui. Tchau.

Taí 20 minutos da minha vida que não vou ver nunca mais. Humpf. Consertamos qualquer celular. Pois sim. Não convencido de que meu celular realmente não tinha recuperação, rumei para o meu último recurso: o camelô árabe.

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Quarta-feira, Setembro 12, 2007


Lei de Murphy no. 616: Um camelô comunista não consegue consertar seu celular

Meu celular já não vinha bem há alguns meses, mas semana passada ele resolveu morrer de vez. Desligou e nada no mundo conseguia reanimá-lo. Solução? Levei no camelô, é claro. Afinal, foi mamãe quem me ensinou que camelô é uma solução prática, rápida e mais importante: barata. E engana-se quem pensa que é apenas em Copacabana ou na 25 de março que existem ambulantes que fazem de tudo. Camelô é universal.

Camelô 1
Uma “loja” de dois metros quadrados cujo “atendente”, orginário de algum nebuloso país do Leste Europeu tipo Lituânia ou Moldávia, ficava do lado de fora, na rua, acompanhado de uma jovem que não falava nem hello. Expliquei a situação e ele abriu o celular, cheirou (?!), experimentou uma dúzia de outras baterias e começou a discutir em altos brados em algum idioma urálico com a mulher sobre o celular. Eu já estava com medo de que ele fosse tirar uma adaga e acabar com ela ali mesmo, quando vira pra mim e diz:

- Deixa esse celular comigo que amanhã ele aparece consertado.

Eu titubeei por um momento e juro que tive a impressão que ele ia me oferecer a mulher como garantia. Agradeci e peguei o celular de volta e rumei para o próximo camelô no que se tornou praticamente uma babel de ambulantes...

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Segunda-feira, Setembro 10, 2007


Murphy está me impedindo de postar, mas eu sou brasileiro e não desisto nunca.
3a. tentativa:

MANIFESTO


Eu não gosto de ficar falando de coisas não-engraçadas aqui, mas acho que isso merece uma atenção.

Recentemente a verdadeira identidade de Katylenne Beezmarrcky, que assinava o blog Papel Pobre foi revelada de maneira indiscreta e execrável por um outro blogueiro cujo nome não vale sequer a pena ser citado.

Eu, assim como vários outros autores de blog, reprovo veemente a atitude mesquinha de quem tirou a privacidade dos autores do Papel Pobre sem nenhum motivo aparente a não ser a inveja e o desdém. Se Katylenne era um pseudônimo ou não, ninguém tinha nada com isso. O resultado? Menos um blog engraçado e criativo na rede. Perdemos todos. E não é porque eu conheço a mente por trás de Katylenne que estou soltando este discurso. É porque acho que estamos aqui pra nos divertirmos, e não pra ter esse tipo de atitude.

Convido leitores e blogueiros a dividir seus pensamentos sobre o assunto.

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Bom, não sei que fim levou meu post de 6a feira (provavelmente algum Murphy virtual), mas ei-lo aqui, republicado:

..:: por Rafael, às 11:18 AM .::.
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Sexta-feira, Setembro 07, 2007


..:: por Rafael, às 1:47 PM .::.
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Quarta-feira, Setembro 05, 2007


Para finalizar a saga Holandesa, vale contar uma história que quase esqueci.

Lei de Murphy no. 615: Em boca fechada não entra mosca...

Como minha decisão de ir para Amsterdam foi de última hora, já não haviam mais vagas no albergue onde meu amigo se encontrava. Concordamos então em mudar para outro lugar. Nem hotel nem albergue, o esquema que encontramos online era de alugar quartos em casas comuns. Tínhamos apenas que encontrar com o administrador num antiquário da cidade e ele nos levaria até a alcova designada. Ao chegar na loja, aparece um homem meio efeminado. Como estávamos tratando tudo em inglês, meu amigo não titubeou para mandar:

- E aí, você acha que ele é mona?

E o cara, logo em seguida, pergunta, com um sotaque português:

- Ah, são brasileiros?

Não há muito o que fazer nessas horas a não ser a linha “não é comigo”, né? Maldito Murphy...

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(porque se alguma coisa pode dar errado, ela vai!)


VISITAS
DESDE 01/01/2003

Murphy fica melhor:
à brasileira!
com molho inglês!
en España, ¡por supuesto!
não importa aonde, só importa como!

MURPHY TV

Aperte play e veja:

Joan Rivers versus
Brigitte Nielsen
barraco hilario!!!

"Vai tomar no ..."

MURPHY POD
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"Eu estou gravida!
Gravida de Luis Carlos Prestes!"

antigos:

  • "Helena, onde está o seu marido?"
  • "Helena, a mamãe morreu!"

    ...::: Elenco:
    Rafael, alvo-mor de Murphy. Largou uma vida feliz porém azarada no Brasil para uma aventura pela Europa (e de quebra ainda fazer uma pós-graduação).

    ...::: Lendo:

  • "THE RUBBISH QUEEN", de Thomas Tufte
  • Outros bons livros lidos:
  • Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Marquez
  • La Voz Dormida, de Dulce Chacón
  • O Físico e Xamã, ambos de Noah Gordon

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  • "FACTORY GIRL"
    de George Hickenlooper

    "Otimo! Filme perfeito (apesar da Siena Miller...)"

    ...::: Spin-Off:
    O Fantástico Mundo dos Nomes
    Porque Murphy ataca desde a pia de batismo! Um blog em conjunto sobre os nomes mais "criativos" que vemos por ai!

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    ...::: Mas afinal, quem é Murphy?
    Murphy foi um físico que trabalhava na NASA. Ele disse que não importa quantos cálculos fossem feitos para se lançar uma nave no espaço, alguma coisa ia dar errado. Alguém vai esquecer um número, um parafuso, alguma coisa que leve ao caos completo. Bom, depois que a Challenger explodiu, ele perdeu o emprego, mas a Lei de Murphy permaneceu - e continua atormentando nós, simples mortais.