DEPOIS DE UMA BREVE VOLTA PRA CASA, OUTRA VEZ EM LONDRES!

Sexta-feira, Novembro 30, 2007


Lei de Murphy no. 643: Você vai drogar seus colegas

Num vôo de 12 horas de duração, dormir, mais que essencial, é uma necessidade. Para essas e outras eu havia levado comigo um vidrinho especial, presente de uma das dezenas de hóspedes do albergue que virou minha casa recentemente. Nada como ter uma amiga com síndrome do pânico ir te visitar e chantageá-la pelo seu ansiolítico tarja preta em troca de hospedagem gratuita em Londres, não é mesmo? Se ela conseguiu voltar pro Brasil sem achar que o mundo estava perseguindo-a eu não sei, mas eu já me diverti um bocado com o tal Rivotril (histórias sobre isso eu conto mais pra frente). Enfim, como eu não consigo dormir em avião, tirei o remédio pra dormir. A minha colega, aquela gente boa que sentou do meu lado, uma japinha de 1,50m, olhou o frasco e perguntou:

- O que é isso?
- Nada não. Um... digamos... relaxante.
- É muito forte?

Pra não passar impressão de que o adito em tarja preta era eu, resolvi disfarçar:

- Não, é praticamente um desses concentrados naturais de ervas, sabe?
- Posso provar?

Fudeu. Dilema: dar ou não dar Rivotril pra minha colega? Não que eu me preocupasse com ela, mas sim com o meu Rivotril, que tinha pouco. Mas pra não passar de egoísta, resolvi ceder.

- Ok, mas só pinga umas 3 gotinhas porque como você é pequena pode ser forte.

Ela pegou o conta gotas e quando eu vi já estava apertando o maior jatão dentro da boca.

- PÁRA! CHEGA!
- O que foi? Foram mais de 3?
- Foi mais de uma dúzia, sua maluca!

20 minutos depois ela babava sem reação na poltrona. Ainda faltavam 6 horas de vôo, mas e se ela não conseguisse acordar? Ou ficasse lesadona o resto do dia? Eu mereço isso, ficar tendo que tomar conta de uma asiática anestesiada que ainda matou o meu remédio de receita controlada. Humpf.

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Quarta-feira, Novembro 28, 2007


Lei de Murphy no. 642: Quem nasce plebeu nunca chega à majestade

Eu posso cortar uns dobrados no meu trabalho, mas tenho que admitir que tem lá suas vantagens. Como viajar de premium economy, uma classe entre a econômica e a executiva. Coisa assim que no meu salário atual eu jamais poderia pagar, e talvez por isso mesmo tenha demonstrado certo.... deslumbre. Ao entrar no avião, sento na poltrona ao lado de uma das produtoras. Eu, acostumado a viajar em companhias que mais parecem lotação com asas, começo a descobrir as ligeiras regalias da classe:

- Meu Deus, eles têm um bar dentro do avião!
- É. Mas só para as classes superiores. Da econômica não pode vir aqui.
(explicado porque eu nunca tinha visto um bar em avião antes)
- Poxa, pena que deve ser caro.
- O quê?
- Beber.
- Não querido, é de graça.
- Pode beber de graça no bar do avião?
(Meus olhos brilham. Chega uma aeromoça)
- Com licença senhor. Aqui está o menu do jantar.
- Tem menu?!?
(A aeromoça, para a produtora)
- Aqui está, senhora. Sua comida.
- Tem talher de metal? Não é de plástico? E o copo é de vidro?
- Rafael, que companhias são essas que você tem voado?

É, ela realmente nunca voou de GOL. Na última vez que eu fui num mero vôo Rio-São Paulo, além de demorar 6 horas pra embarcar só me serviram um cachorro quente frio num pacote de papelão reciclado. E a aeromoça ainda olhou feio quando pedi ketchup.

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Segunda-feira, Novembro 26, 2007


Lei de Murphy no. 641: Você levanta o Muro de Berlim

Desde que descobri que minha chefe (a quem eu carinhosamente apelidei de Exú) ia virar minha vizinha de mesa, comecei a colocar esta mente sórdida para arquitetar um plano de minimizar qualquer contato com ela. Como estávamos às vésperas da viagem para a Califórnia (onde estive semana passada - daí a desatualização deste blog), tive uma idéia brilhante e plausível: caixas!

Não, não encaixotei Exú (apesar de não ser uma má idéia. Com delivery express para Bagdá e um adesivo escrito "Salve Bush", talvez?), mas me aproveitei do fato de ter que organizar todo o material a ser enviado para lá e saí catando um monte de caixas pelo escritório; convenientemente empilhando-as no, vejam vocês, único espaço disponível de modo a não comprometer normas de segurança e obstrução do escritório: entre a minha mesa e a dela. Com 5 caixas formando uma clara divisa entre nós, ela, suspeitosa, veio perguntar:

- É realmente necessário esse monte de caixas aqui?
- Sim. Eu até as colocaria no chão, mas isso compromete normas de segurança. No caso de um incêndio, as pessoas podem tropeçar num papelão desses e bater a cabeça e morrer queimado ou por inalação de fumaça. E eu não posso viver pensando que estou colocando a vida de meus colegas em risco, entende?

Acho que dessa vez o sarcasmo transpareceu, mas como no fundo no fundo eu tinha um ponto válido, ela resignou-se a aceitar a barreira até o dia da viagem.

E eu vou dizer: se vocês acham que colocá-la na poltrona do avião na porta do banheiro foi maldade, vocês não imaginam o quanto Murphy me ajudou quando chegamos lá. Sim, ele também pode trabalhar a meu favor, em raras ocasiões...

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Segunda-feira, Novembro 19, 2007


Murphy pelo Mundo

No ceu, no mar, na terra...

Numa viagem aos Estados Unidos de costa a costa Murphy vem na mala, me apaziguando da California ate Nova York.
Mais detalhes ja ja - assim que eu tiver um tempinho de postar.

=)

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Sexta-feira, Novembro 16, 2007


Lei de Murphy no. 640: Quem faz a fama deita na cama (ou quase isso) - parte 4

Já no final da festa, todo mundo estava pra lá de Bagdá no álcool, e este seguidor de Heleninha Roitman que vos escreve não ficou fora da dança. E como reza aquela célebre comunidade do orkut, quando a bebida entra, a verdade sai. Eu sou famoso por soltar alguns detalhes mais sórdidos da minha pessoa quando sob efeito da manguaça, e mais famoso ainda pelos surtos de amnésia por ela provocados - uma combinação não muito boa, como podem concluir. Passados alguns dias da festa do gerente de RH, encontro no corredor do escritório com a gordinha finlandesa sem sombrancelhas:

- E aí Rafael, você acabou que não me contou como foi a outra festa.
(Eu, desconfiado e já pensando em alguma merda que teria dito) - Que outra festa?
(Ela, sussurrando) - Aquela festa pornô que você foi!

Na hora me veio aquele calor de vexame pelo pescoço acima até minha cara.

- O que exatamente eu te disse?
- Que você tinha ido numa festa de artistas pornôs com uma mulher maravilha obesa.

E ficou ali, me encarando. Vocês já tentaram desvendar a expressão na cara de alguém sem sombrancelhas? Não sei se ela estava chocada ou curiosa. Pelo sim, pelo não, tentando manter o resto de reputação que oxalá me sobrara, saí pela tangente:

- Não, ihhh, você não entendeu nada. Era uma festa à fantasia. Tinha uma mulher maravilha obesa, mas nada pornô.
(Ela, confusa - ou intrigada, vai saber! Ela não tem sombrancelhas!!!) - Ahn... Ok.

Então ficamos assim: saldo da festa: uma bipolar, um tarado, uma vesga deprimida, uma finlandesa sem expressão facial e eu, frequentador de festas do cabide. Como diria qualquer chamada da Sessão da Tarde, um escritório do barulho com funcionários da pesada armando confusões de montão!

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Terça-feira, Novembro 13, 2007


Lei de Murphy no. 639: Nunca julgue um livro pela capa

Alguém que passa vergonha - parte 3


A festa continua, e o álcool também. Sabe aquelas pessoas que trabalham na sua empresa, e que você está cansado de ver mas não sabe nem o nome? Uma dessas era uma mulher que trabalha no arquivo daqui, e (pelo menos pra mim) sempre teve uma cara risonha, quase retardada. E lá pelas tantas estamos eu e ela numa roda de conversa e a galera se dissipou e sobramos nós dois (e ela, trêbada)

- Puxa, desculpa, eu te vejo sempre e não sei seu nome!
- Não é? Eu também não sei o seu! Eu me chamo Fulana.
- Prazer! Eu sou Rafael. Nossa, você sempre tem uma cara tão tranquila, tão feliz.
- Feliz?
- É, assim risonha.
- Mas sou tão infeliz por dentro.
- Ahn?
- Você não sabe como dói....

E começou a chorar e saiu. Assim do nada. Vou te dizer, nesse escritório não tem ninguém normal. Agora eu vejo ela no corredor e além de ainda não saber o nome dela (eu sou péssimo com nomes) ela me olha morrendo de vergonha. Pois é, a bebida entra e a verdade sai. Mas vergonha mesmo passei eu pela minha língua maior que a boca.. (continua....)

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Sexta-feira, Novembro 09, 2007


Lei de Murphy no. 638: Você promove coitos & choros

Alguém que come alguém - parte 2

O álcool é um ótimo catalisador social. Com ele, falamos com qualquer pessoa sobre qualquer assunto, independente do ouvinte te conhecer ou estar interessado. E ele ainda promove oportunidades reprodutivas para pessoas esteticamente prejudicadas. Estou eu lá na festa quando um dos caras de TI vem falar comigo:

- Tá vendo aquela menina ali bêbada?
- Sim... (pensei: a vesga com cicatriz na cara?)
- Eu comia ela fácil.
- Então porque não come, se é tão fácil?
- Porque ela tá bêbada.
- E daí? – (eu? Prezar pela reputação alheia? Pois sim. Quero mais que a vesguinha se faça mesmo. Não é todo dia que alguém deve dizer que ela é fácil de comer, né?).
- E aí que eu já comi gente demais naquele escritório, e elas sempre choram quando acordam.

Então tá... Fiquei pensando: será por vergonha? (“Tava lokona e dei pro colega”) Será por arrependimento? (“Tava lokona e olha só pra quem eu dei!”) Ou será meramente violência doméstica? (“Tava lokona, liberei prum cara feio e ainda apanhei depois!”). No fim da noite tavam os dois na cabine do banheiro – suuuper discretos. E na semana seguinte ela tava com uma cara de funeral. E vou te dizer: para um brucutu estar com aquela cara depois de levar um trato é um mistério que eu não faço a menor questão de desvendar...

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Quinta-feira, Novembro 08, 2007


Dezembro já vem chegando e com ele as festas de fim de ano. Desde que eu me entendo por gente que rala, já sei que toda festa de empresa tem sempre uma baixaria, alguém que come alguém e um bêbado que passa vergonha. E o pessoal daqui resolveu fazer aquecimento para a época dando uma festa de despedida pro gerente do RH.

Lei de Murphy no. 637: Você se torna um ativista mesmo sem ser - parte 1

Estou a conversar perto do bar quando vejo que uma mulher entorna um copo inteirinho de vinho branco no casaco de pele também branco da assistente de redação, que ela segurava no braço. Como a bebida atingiu apenas a parte de trás do casaco, a assistente nem reparou. Eu, boa alma, resolvi avisá-la para que seu abrigo não fosse completamente arruinado.

A Baixaria

- Olha, alguém derrubou bebida no seu casaco.
- O quê??? Aahhh! Maldito! Foi você!
- Não, eu não, foi uma moça que passou e derrubou o copo.
- O que que era?
- Vinho.
- Você derrubou vinho no meu casaco branco???
- Êpa, pera lá que eu já disse que não fui eu! Tô só te avisando!
- Meu casaco branquinho... Cadê?
- Era vinho branco, não vai manchar.
- Seu miserável, você me paga.

Não adiantou me defender; a mulher estava cega pelo ódio. E, claro, boato ruim pega mais que lepra. Passados uns minutos, já vem alguém:

- Rafael, porque você jogou vinho na fulana?

Não sei por quê, mas desconfio que minha popularidade na redação não vai aumentar depois dessa festa.

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Terça-feira, Novembro 06, 2007


Lei de Murphy no. 636: Feng Shui trabalhista vai estragar sua vida

Não há como vencer Murphy. De um jeito ou de outro ele acaba arrumando uma maneira de te derrubar na curva. Dia desses o gerente de operações me avisa que devido a uma reorganização espacial na redação, várias mesas teriam que mudar de lugar. Pensei: “pronto, a lazarenta da minha chefe descobriu que eu coloquei ela no banheiro do avião e só de vingancinha vai me colocar numa mesa na porta da cozinha bem perto do Luigi, o faxineiro retardado”. Mas pra minha surpresa, eu não ia me mudar pra lugar algum.

- Você vai ser um dos poucos que vai ficar onde está. Mas a sua chefe vai se mudar pro seu lado.

Pavor. Pânico. Desespero. Suor frio.

- E a outra produtora que trabalha com ela também.

Diga-se de passagem, essa outra é cria da primeira. Eu vou estar ilhado entre dois Exus dedicados a fazer da minha vida uma existência miserável.

- Será que eu não posso colocar paredes no meu cubículo?
- Não. Aliás, nós estamos promovendo mais interação no espaço de trabalho, portanto vamos remover qualquer barreira entre as mesas.
- Quando vai ser isso?
- Daqui a duas semanas.

Ou seja, justo quando ela voltar de viagem, feliz da vida de ter passado 12 horas na ida e 12 na volta numa poltrona de avião praticamente dentro do banheiro. E ainda vai poder ver tudo o que eu estou fazendo. O dia inteiro. Maldito Murphy.

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Sexta-feira, Novembro 02, 2007


Lei de Murphy no. 635: Você é desmascarado no ato

Depois de escapar da oportunidade única de ser o novo Rocco Siffreddi, chego na buátch onde o "DJ Tal" ia tocar, acompanhado de uns conhecidos que iam entrar na lista VIP do cara. Eu, malandro, também entrei na lista ("como assim meu nome não tá? Deve ter esquecido de mim!") e consegui até beber de graça depois de espertamente mandar "puxa, esqueci de sacar dinheiro antes de entrar!". Tudo ia bem e eu batia um papo animado com pessoas decentes. Até dada hora que eu já conversava no maior despojamento com gente que eu nem conhecia (afinal, se eu era VIP era bom atuar como um). Mas claro, Murphy.

- ... mas e aí, quem você conhece desse grupo?
- Ah, aqueles ali. São amigos do DJ Tal.
- Você conhece o DJ Tal?
- Claaaro. Adoro os mixes dele. Vou sempre que ele toca!
- Puxa, interessante. Nunca te vi nas festas dele.
- Desde o ano passado que eu vou. Esse ano dei uma sumida, confesso, mas não porque deixei de curtir. Apenas tava fazendo a linha low profile.
- Legal. Desculpa, acho que a gente não foi propriamente apresentado.
- Ah, perdão. Eu me chamo Rafael.
- Prazer Rafael. Eu sou o DJ Tal.

Não tem muito o que fazer nessas horas, né? Continuei sorrido e perguntei:

- Você quer beber alguma coisa?

Pra tentar amenizar a situação. Mas Murphy gosta de jogar merda em quem já está todo cagado:

- Achei que você tinha esquecido de tirar dinheiro antes de entrar...

É o fim, vamos combinar. Vergonha pouca é bobagem.

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Quinta-feira, Novembro 01, 2007


Lei de Murphy no. 634: Você desiste da fama

Bom, na falta de fantasia, o negócio era socializar mesmo. Afinal, eu tinha que tirar algum proveito da festa, que com seus 15 convidados não era a coisa mais animada do mundo. Cheguei pro meu amigo que conhecia o dono da festa e pedi:

- Puxa um papo com o Simon sobre cinema e me joga no meio.
- Ahm... Por quê?
- Pô, como por quê? O cara não é produtor? Então! Eu também! Preciso de uns contatos na indústria. Que tipo de filmes ele faz? Longas? Curtas?
- Longas... Mas é mais direto pra vídeo, se é que você me entende.
(não entendi, mas) – Claro! Tá valendo!
- Olha, os filmes que ele produz são mais... pesados.
- Adoro filme de terror, thriller psicológico, ação!
- Não Rafael, ele é produtor de filmes pornôs.
(cai a ficha) – Ahn?!
- Aquela pessoa vestida de mulher-maravilha ali no canto? Atriz dele. Aquele ali vestido de médico? Também. Inclusive acho que isso nem são fantasias, são figurinos do último filme que ele fez aqui.
- Aqui? Como aqui?!

Resolvi ali mesmo que não ia ser dessa vez que eu ia entrar na indústria cinematográfica. E pelo sim pelo não resolvi aproveitar a primeira oportunidade quando ouvi alguém cantar a bola de ir embora:

- A gente vai na festa do DJ Tal.
- Adoro DJ Tal!
- Você conhece?
- Claro! Vou seeeempre que ele toca!

Nunca ouvi falar. Mas saí fora. Sei lá, vai que esse povo se anima? Eu não tenho vocação pra Rocco Siffredi.

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(porque se alguma coisa pode dar errado, ela vai!)


VISITAS
DESDE 01/01/2003

Murphy fica melhor:
à brasileira!
com molho inglês!
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    Rafael, alvo-mor de Murphy. Largou uma vida feliz porém azarada no Brasil para uma aventura pela Europa (e de quebra ainda fazer uma pós-graduação).

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  • Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Marquez
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    Murphy foi um físico que trabalhava na NASA. Ele disse que não importa quantos cálculos fossem feitos para se lançar uma nave no espaço, alguma coisa ia dar errado. Alguém vai esquecer um número, um parafuso, alguma coisa que leve ao caos completo. Bom, depois que a Challenger explodiu, ele perdeu o emprego, mas a Lei de Murphy permaneceu - e continua atormentando nós, simples mortais.