DEPOIS DE UMA BREVE VOLTA PRA CASA, OUTRA VEZ EM LONDRES!

Domingo, Dezembro 30, 2007


Caceta.

Já foi tanta urucubaca que me aconteceu nessa última semana, mas tanta zica que só pode ser macumba de alguém.

Vôo perdido, mala sumida, dinheiro que acabou, até no hospital eu fui parar. Mas como sou brasileiro e não desisto nunca, sigo diretamente de Lisboa, ainda que sem tempo pra postar nada dessa série bizarra. Por isso vou voltar ao plano original de postar sobre meus antepassados e quando voltar para casa eu conto o que me passou.

Feliz ano novo!




Como não tinha dinheiro para ir passar o natal em casa esse ano, resolvi que em Londres outra vez é que não ia ficar. Por isso decidi arrastar meu irmão comigo Portugal afora e irmos explorar as raízes dos nossos antepassados, afinal de contas eu só existo hoje devido a uma séries de Leis de Murphy através dos séculos.

Lei de Murphy no. 651: Você é metido por um Real motivo

Século XVIII, Portugal. Diz a lenda que numa vila próxima d'Oporto minha família desfrutava de prestígio e aristocracia, afnal a vila tinha o mesmo nome que eu carrego até hoje (e que para evitar perseguidores no orkut não vai ser revelado, afinal eu já fui reconhecido como autor deste blog até pela minha bunda – mas também, quem mandou eu ficar fazendo bundalelê no cinema?). Naquela época, o trono de Portugal era disputado por dois príncipes herdeiros. Cada família nobre da época teve que escolher um lado e, claro, meus antepassados escolheram justo aquele que perdeu e acabaram mandados para Madeira. Quando mamãe me contou isso anos atrás, meus olhos brilharam:

- Quer dizer que eu tenho sangue nobre?
- Não exatamente. Aristocracia nem sempre era nobreza.
- Será que eu não posso pedir nenhum título por descendência?
- Que título, acorda! Você mora em Copacabana, Rafael.
- Dom Rafael. Ou será que fica melhor Duque Rafael?
- O único Duque na tua vida chama Duque de Caxias, que é onde você vai acabar morando se não for pro trabalho. Anda, toca daqui.

É como diz o meu avô: Pai rico, filho nobre, neto pobre.

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Segunda-feira, Dezembro 24, 2007


Como Murphy pode ser vingativo... Foi só eu falar que ia sair de férias que ele já me apronta um monte de coisas. Sendo assim, por motivos de força maior, as Leis de Murphy dos meus antepassados ficam adiadas para que eu possa contar...

O Natal segundo Murphy



Lei de Murphy no. 650: Parte 1 - Nunca deixe para amanha o que voce pode beber hoje

6a feira, após o trabalho. Meus "caléga de silvisso" me chamam pra tomar uma cervejinha após o expediente. Apenas uma, eu respondo, porque ainda tenho que fazer a mala para ir viajar. Mas quem nao me conhece que me compre. 12 cervejas depois eu chegava em casa completamente manifestado, com uma noite cheia de Rauls pela frente.

3pm - Com muito custo eu me levanto da cama. Mala feita? Cara decente? Quem me dera. Com uma ressaca monstra eu começo a jogar tudo dentro da mala, rezando pra chegar a tempo para o voo que saía às 18:50.

4:50 - Eu finalmente entro no trem, que demoraria uma hora para chegar ao aeroporto. Pelas minhas contas, estaria lá 20 minutos antes do check-in fechar, dava tempo. Mas nao contavam com a astúcia de Murphy. No meio do trajeto e com o trem lotado, o motorista avisa: "senhores passageiros, devido a um suicida na linha este trem vai atrasar por tempo indeterminado". Nao sei o que eu gosto mais, se é do suicida natalino ou da casualidade que o condutor anunciou isso.

5:50 - Ainda no trem. A essa altura apenas um milagre ia fazer chegar a tempo no aeroporto, visto que ainda faltavam umas 7 estaçoes. Como nao ha nada a se fazer e nao adianta se desesperar, o jeito é tirar o melhor proveito da situaçao. Como? Ora, trem lotado, vamos brincar de encoxar e transformar este num bonde chamado desejo.

Horas depois eu realizei que havia descido ao mesmo nível daqueles tarados da Central do Brasil que vao encoxando todo mundo no trem. Tudo que consegui foram alguns olhares ressabiados do tipo "que que ele tá fazendo?".Cada dia eu me supero mais. Às vezes eu tenho medo de mim.

(continua...)

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Sábado, Dezembro 22, 2007


É Natal. Ou quase. E como esse ano não deu pra ir pro Brasil, resolvi que em Londres de novo também não ia ficar. Portanto tô partindo para uma aventura com meu irmão Portugal afora, numa missão genealógica para tentar traçar nossas origens e descobrir como viemos a existir hoje. E podem contar que Murphy com certeza estará conosco pelo caminho.

E como a árvore do meu Natal é a árvore genealógica, preparei um estoque de Leis de Murphy dos meus antepassados para ir postando durante as festividades, sempre que tecnologia permitir (mas não esperem muita conectividade desde pacatos vilarejos lusitanos), para mostrar que Murphy já está na família há gerações.

E quando eu voltar em janeiro, com certeza terei dúzias de histórias pra contar. Feliz Natal!!!

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Quarta-feira, Dezembro 19, 2007


É pra falar da festa, né? Então. Eu até esperava que fosse rolar mais confusões, mas não foram muitas. Mas mesmo assim, como eu sou uma pessoa "humirde", eu divido o pouco que tenho.

Lei de Murphy no. 649 Não me deixem sem bebida

Desde que dois amigos meus de Madrid vieram me visitar aqui, eu aprendi a fazer feijão (veja bem: eu, uma pessoa que mal sabia fazer miojo, já sei fazer feijão!!! O que a necessidade faz com uma pessoa!) e desde então venho regularmente comendo uma das minhas misturas favoritas: macarrão com feijão e queijo ralado. Uma coisa com "sustância", mas que também tem alguns efeitos colaterais, ou seria melhor dizer, "intestinais"? Enfiado no escritório o dia inteiro, eu tenho que me controlar para não aumentar minha contribuição de metano no meio ambiente (se bem que, com a minha chefe Exú do meu lado, eu devia mesmo soltar tudo, mas infelizmente sou uma pessoa educada). Enfim. Chego na tal festa de fim de ano, todo arrumado, e como em qualquer lugar com bar aberto as pessoas se estapeavam por uma bebida, fazendo do bar praticamente uma filial da geral do Maracanã (quem pensa que afobação é uma coisa exclusiva de brasileiros está muito enganado). Ah, mas eu não me fiz de rogado. Depois da 3a vez que eu pedi uma cerveja e nada, já puto, resolvi apelar. Pus em toda concentração meus movimentos peristálticos e.... De repente, não é que o bar esvaziou, minha gente? Foi um tal de gente correndo pros lados, fazendo cara feia, todo um frenesi. Peguei minha cerveja e ainda mandei bem alto:

- Puxa, gente, que falta de educação! Peidar na multidão é sacanagem!

Cada dia eu me surpreendo mais com a minha finesse.

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Terça-feira, Dezembro 18, 2007


Lei de Murphy no. 648 Se é pra ser baixo, eu sou mais

Depois que eu saí do museu, a tal ladra de queijos arrumou suas própria confusões. Roubou o namorado da supervisora, embuxou do cara, largou do outro namorado que tinha, enfim, toda uma novela. E eu nunca mais vi, até sábado passado, quando passei lá no museu. Ao chegar, ela não falou comigo. Logo depois eu escuto no rádio de um dos seguranças: "... eu vi aquele brasileirinho por aqui. Acho que tá na hora de ir embora". Ah, mas quem entra na chuva é pra se molhar. Respirei fundo, me controlei e aguardei o momento certo. Quando ela entra no salão onde eu estava, coloco a cara mais lavada do mundo e digo:

- Fulana!!! Nossa, há quanto tempo! Como você está? Fiquei sabendo que ia casar!
- Casar?
- É, porque você tinha pego uma barrigada por aí. Quem é o noivo? Ou você não sabe?
- Eu não estou mais grávida.
- Ah, sim. É melhor mesmo. Mãe solteira, filho bastardo. Pra quê, né?
(ela, tentando levar a melhor e apelando pelo sentimentalismo)
- Eu perdi meu bebê.
(perdeu nada, que graças à fofoca eu sabia até que clínica que ela tinha ido)
- Ah, puxa. Perdeu ou foi a criança que resolveu sair fora por vontade própria? Assim, pela mãe que ia ter?
- O tempo passa e você continua escroto, não?
- O tempo passa e você continua vagabunda, não?

Finesse. Mas pelo menos essa não mexe mais comigo.

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Segunda-feira, Dezembro 17, 2007


Lei de Murphy no. 647: Quem mexeu no meu queijo?

Há vários meses atrás, quando eu ainda trabalhava como enólogo no museu de vinhos, havia uma outra menina meio sonsinha que também trabalhava ali. E eu, naquela época sem um centavo pra comprar nada além do estritamente necessário, vivia de olho em qualquer comida que tivesse dando sopa. Não podia ter uma degustação e eu ia logo ver se tinha sobrado um queijo fino pra colocar no pão do dia seguinte. Até que um dia a tal guria fez lá sua apresentação e eu sabia que tinha sobrado quilos de um camembert delicioso. Só que eu não podia largar meu posto de trabalho pra ir comer, então pedi a ela que guardasse um pouco pra mim. Ao encontrá-la pouco depois, indaguei sobre o laticíno:

- Cadê o queijo que sobrou?
- Ah, então, não sobrou quase nada e a gente comeu o que tinha.

Fiquei meio desconfiado, mas enfim, passou. Horas mais tarde, já no fim do meu turno, eu a vejo saindo do vestiário com uma sacola transparente cheia de pequenos pacotes embrulhados em papel branco, em tamanhos exatos de pedaços de queijo. Fiquei puto.

- O que é isso nessa sacola?
- Nada.
- Nada de queijo?
- ...
- Engraçado, tive a impressão de ter ouvido você falar que não tinha sobrado. Mas tudo bem, pode levar. Eu não preciso mesmo.

E aí começou mais uma picuinha com colega de silvisso. E eu espero mas não esqueço, porque a vingança tarda mas não falha. 8 meses depois tive minha vingança. E peguei pesado.
(continua...)

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Quarta-feira, Dezembro 12, 2007


Lei de Murphy no. 646: Quem nasce na favela...

Eu definitivamente não sou uma pessoa matutina. Quer me ver de mau humor? É só me tentar falar comigo de manhã cedo. E se me acordar por um motivo desnecessário ou num dia que eu não tenho que acordar cedo, pontos extra para emputecimento.

Domingo, em torno de 7 ou 8 da manhã. Um raro dia que posso dormir sem limite para levantar da cama. Lá fora, o inverno bate à porta. Na rua, duas mulheres gordas e bêbadas discutem em altos brados com dois caras igualmente gordos e bêbados. Eu acordo. Minha neo-filosofia zen me diz para respirar fundo, virar pro lado que logo logo eles vão embora. Passados dez minutos, a arruaça continua. Já muito puto, eu abro a janela e grito uma série de obcenidades e palavras de pouco decoro terminando com insultos e impropérios mandando-lhes calarem as bocas. Eles todos respondem com insultos de igual nível porém vão embora e eu volto a dormir. Algumas horas depois, ao acordar propriamente, encontro minha roommate na cozinha.

- Nossa Rafael. Essa gente desse bairro é muito desclassificada. Imagina você que hoje eu acordei com uma gritaria na rua, nunca ouvi tanto palavrão junto. Fiquei até com medo de chegar na janela pra ver com medo de levar um tiro, uma pedrada, sei lá.
- É verdade, escutei uma gritaria mas não reparei em nenhuma baixaria não.
- Pelo amor de Deus. Eu fiquei até ruborizada.

Pequeno estalo mental.

- Na verdade... Quem tava gritando baixaria na rua era eu.
- Você?! O que você tava fazendo na rua de manhã cedo?
- Não na rua. Eu abri a janela e soltei os cachorros em cima dos bêbados por terem me acordado.
- Gente, eu achando que o povo da rua que era baixo e você é quem tava pendurado na janela mandando todo mundo ir se foder?
- É...

Em uma palavra? Catiguria.

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Sexta-feira, Dezembro 07, 2007


Hoje é a festa de fim de ano da minha empresa. Com direito a 7 horas de bar aberto e bebida liberada. Confusão? Na certa. Histórias pra contar? Bom, espero conseguir lembrar de alguma quando acordar (ou ressucitar) sábado de manhã...

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Quinta-feira, Dezembro 06, 2007


Lei de Murphy no. 645: Você vai ser acordado literalmente nas nuvens

Com 8 horas de diferença no fuso horário entre Londres e São Francisco, não era de admirar que eu estivesse morrendo de sono às 6 da tarde. O que eu não contava, porém, era que era com o relógio biológico dos meus amigos era que eu teria que me adaptar.

3:45 da manhã. Toca meu celular. Não sei se ficava puto por a) serem 3:45 da manhã ou b) meu celular ser de cartão e o minuto do outro lado do mundo custar os olhos da cara.

- Rafael, o que você tá fazendo?
- O que você acha? Tô na cama, tentando dormir.
- Na cama? A essa hora? Que vida de marajá hein?
- Marajá? Sua anta, são 4 da manhã aqui. Você esqueceu que eu tô viajando?
- Putz, é mesmo!

Bom, tá na merda, abraça o cocô. Já tava de pé mesmo, e como a gente ia ter que começar a trabalhar cedo e não ia dar pra ver a cidade, resolvi ir passear a pé e explorar os pontos turísticos. Eu estava determinado a ver a tal da ponte pêncil e lá fui eu, a pé, pela orla, 2 horas e meia. Quando chego lá... cadê a ponte? A resposta veio no jornal da tarde:

“San Francisco enfrenta a pior neblina dos últimos anos”

Justamente no único dia que eu estava lá? Viajei meio mundo pra uma neblina? Francamente, tem horas que não dá.

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Terça-feira, Dezembro 04, 2007


Lei de Murphy no. 644: Você põe sua carreira em risco

Algumas horas depois já estávamos próximos do nosso destino e a japinha ainda se encontrava sedada, babando com a cara grudada na janela. A muito custo eu consegui acordá-la. Ela, com um sorriso mole e olhar vago, saiu do avião toda distraída, visivelmente sem qualquer tipo de ansiedade. Teria sido pela dose cavalar de ansiolíticos?

- O que ela tem? Tá com uma cara de pateta.
- Acho que é cansaço.

Do aeroporto ao hotel e na hora do jantar, ela só respondia "aham" a tudo que lhe respondiam, e eu ali rezando para não descobrirem que fora eu quem tinha dopado a produtora na véspera da gravação do programa que demorou mais de 3 meses de pré-produção. Some a isso o fato da minha supervisora chegar no dia seguinte, voando sozinha numa poltrona ao lado do banheiro, e eu já podia ver as manchetes:

"Assistente droga produtora, sabota supervisora e é demitido a 5 mil km de casa"

Uma carreira invejável. Na volta pro hotel eu resolvo ver como ela tá:

- Você tá bem? Não tá com sono não?
- Aham...
- Quer alguma coisa?
- Na verdade, sim... Eu queria... Um pouco mais dessas gotinhas, você ainda tem?

Ah, maldita. Eu aqui todo preocupado e você querendo mais? Mandei logo um "não, desculpa, acabou". Afinal, não é todo dia que meus amigos com síndrome do pânico e facilmente chantageáveis vão me visitar com um vidro novinho de Rivotril, né? E eu pensei que esse era o pior, mas a viagem ainda estava no 1o dia...

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(porque se alguma coisa pode dar errado, ela vai!)


VISITAS
DESDE 01/01/2003

Murphy fica melhor:
à brasileira!
com molho inglês!
en España, ¡por supuesto!
não importa aonde, só importa como!

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Aperte play e veja:

Joan Rivers versus
Brigitte Nielsen
barraco hilario!!!

"Vai tomar no ..."

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"Eu estou gravida!
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  • "Helena, onde está o seu marido?"
  • "Helena, a mamãe morreu!"

    ...::: Elenco:
    Rafael, alvo-mor de Murphy. Largou uma vida feliz porém azarada no Brasil para uma aventura pela Europa (e de quebra ainda fazer uma pós-graduação).

    ...::: Lendo:

  • "THE RUBBISH QUEEN", de Thomas Tufte
  • Outros bons livros lidos:
  • Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Marquez
  • La Voz Dormida, de Dulce Chacón
  • O Físico e Xamã, ambos de Noah Gordon

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    de George Hickenlooper

    "Otimo! Filme perfeito (apesar da Siena Miller...)"

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    O Fantástico Mundo dos Nomes
    Porque Murphy ataca desde a pia de batismo! Um blog em conjunto sobre os nomes mais "criativos" que vemos por ai!

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    ...::: Mas afinal, quem é Murphy?
    Murphy foi um físico que trabalhava na NASA. Ele disse que não importa quantos cálculos fossem feitos para se lançar uma nave no espaço, alguma coisa ia dar errado. Alguém vai esquecer um número, um parafuso, alguma coisa que leve ao caos completo. Bom, depois que a Challenger explodiu, ele perdeu o emprego, mas a Lei de Murphy permaneceu - e continua atormentando nós, simples mortais.